segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Episódio 16
sábado, 27 de novembro de 2010
Episódio 15
sábado, 23 de outubro de 2010
Episódio 14
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Episódio 13
- Laércio e Gabriel estarão lá? - Bernardo.
sábado, 25 de setembro de 2010
Episódio 12
Simon e Rita estavam no andar mais alto da cúpula. A menina riu da barriga das baleias que passavam. Não se acostumava com elas. Não eram gordas, apenas grandes...
- De que está rindo?
- Lembro de quando tinha a sua idade, e estudava em um colégio comum.
- O que tem de engraçado?
- Eu era gorda, e me chamavam de baleia.
- Xingavam você?
- Não. As baleias são grandes seres. Inteligentes e fiéis. Orças são perfeitas para...
Apoiaram-se no vidro quando a base tremeu. As pessoas ao redor, também surpresas, olhavam-se. Alarmes soaram com voz de comando nos alto falantes.
- Rita, o que foi isso?
- Eu não sei. Venha!
Ela pegou a mão do menino e desceram correndo um lance de escadas. Rita verificou o fosso do elevador, havia água nele. A voz nos alto falantes continuava a pedir que se encaminhassem às naves de escape.
- Rita o que está acontecendo?
- Simon! Rita!
O homem abraçou o caçula.
- Por aqui. Rápido. – Sônia.
- A pressão deles está caindo muito rápido! – Teodoro.
- O quê! – dra. Ana.
- Você ouviu doutora. Não devíamos tê-lo tirado do outro prédio estando tão frágil.
domingo, 5 de setembro de 2010
Episódio 11
Gabriel correu ao peitoril de acesso às embarcações e vomitou no mar. Laércio alcançou-o logo e Leila desviou. Marta avançou até a sombra com Tereza nos braços e Bernardo aos seus calcanhares.
- Como está? – Laércio.
- O que acha? – Gabriel.
- Desculpe. Não sabíamos que enjoava em alto mar.
Os golfos recomeçaram como se houvesse muito mais a ser expulso de seu estômago.
- Certo. Você escolhe o passeio do próximo final de semana. – Laércio.
- Odeio passeios. – Gabriel.
- Certo. Faremos um churrasco em casa.
- Eu não...
Gabriel voltou a curvar-se e quando acabou abraçou os braços, estava pálido. Laércio acenou para Marta.
- Querida, vamos voltar! Você não está nada bem, Gabriel. – Laércio.
O garoto caminhou sentindo frio no dia ensolarado e sentou-se à mesa do quiosque.
- O que houve? – Marta.
- Ele não se dá bem com o mar. Está mal de verdade. Acho que precisa de um médico. – Laércio.
- Gabriel. Gabriel acorda. – Bernardo.
- Gabriel! – Leila.
- Eu vou buscar o carro. – Laércio.
Marta colocou Tereza nos braços de Leila, independente da cara que a jovem fez, e tentou despertar garoto.
- Gabriel. Gabriel, querido, acorde. – Marta.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Episódio 10
- Passaram um dia aqui, e como podem ver, não há absolutamente nada de errado com este garoto. – dra. Ana.
- Ainda falta realizar algum tipo de exame? – Anderson.
- Todos os tipos de exames fora feitos. Provavelmente não passa de um morador local vítima do... Do que quer que tenha ocorrido no local.
- O que aça que ocorreu no local, dra. Ana. – Alfredo.
- Um atentado terrorista, talvez. Mas o local é um nada, apenas um vilarejo... Talvez estivessem preparando explosivos, ou testando-os... Alguma conclusão da investigação?
O homem desviou-se voltando a atenção ao garoto.
- Ainda estamos investigando. Então o garoto está bem? – Alfredo.
- Sim. Está apenas dormindo. Provavelmente por causa do choque... – dra. Ana.
- Isto é bom. Faça-o melhora depressa. Pode ser o único sobrevivente, e o único a poder dar uma explicação quanto ao que aconteceu. – Anderson.
- Vamos indo agora. Avise se houver notícias positivas do garoto. – Alfredo.
Após um dia ou dois homens finalmente saíram. Teodoro pegou seu telefone sobre a mesa. Todas as ligações que havia recebido foram monitoradas e os homens mexeram em todos os documentos originais, felizmente bem camuflados pela doutora antes que chegassem.
- Quem eram eles? – Teodoro.
- Investigadores. – dra. Ana.
- Pode ser mais precisa?
- Investigadores, provavelmente das forças armadas. O garoto não está seguro aqui.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Episódio 9
- Acha mesmo que vai sair esta noite? – Gabriel.
- Por que não? Hoje é sexta-feira, não tem aula amanhã... Se for bonzinho até te levo. O que acha? É do outro lado da cidade. – Leila.
Ela olhou-o com seus grandes olhos verdes. Os fios pretos ao lado do rosto.
- Não vão te deixar sair. – Gabriel.
- Não peço permissão... Você quer ou não, afinal? – Leila.
- Nós não vamos a lugar algum.
Ele foi para a porta e de salta Leila segurou-lhe o pulso.
- Fala sério, é só uma festa! Hoje é o primeiro dia do final de semana! Se não quer ir pelo menos não estraga a minha noite. Não conta para eles... – Leila.
- Você não vai sair neste final de semana. Não depois de ontem. – Gabriel.
Ela endireitou o corpo sem acreditar em quem lhe dava ordem.
- Não venha me dizer o que fazer. – Leila.
Gabriel pegou o vestido na cama e saiu trancando-a no quarto. Ela bateu de leve na porta.
- Sei que está aí Gabriel. Se não me devolver este vestido e abrir esta porta você vai se arrepender. – Leila.
- Você vai se arrepender se sair. Por isso não vou deixar que saia. – Gabriel.
- Quem acha que é para ficar mandando em mim? Abra a porta Gabriel!
- Vai acordar Tereza e Bernardo. E Laércio e Marta estão na sala.
sábado, 17 de julho de 2010
Episódio 8
TARDE SEXTA-FEIRA
- Vê como se finge de morto quando o predador se aproxima? Predadores não se interessam por alimentos mortos. Perde a graça da caça. – Rita.
Com o nariz colado ao vidro o menino absorvia cada palavra de sua irmã.
- Ele não está morto? – Simon.
- Não mesmo. Vai ficar fingindo por mais algum tempo. Até ter certeza de que é seguro sair. – Rita.
Caminharam um pouco mais para frente continuando a observar a vida aquática ao redor, do outro lado do vidro.
- Já pensou, Simon, ficaremos longe da mamãe... Do papai... O que você faria? – Rita.
- Por que eu ficaria longe? – Simon.
- Caso algo acontecesse... Eu me fingiria de morta... Acho que não daria para fazer algo assim, mas eu poderia... Fingir amnésia...
- Você fala estranho, Rita.
- Estamos aqui para ajudar o papai e a mamãe. Você nasceu aqui!
Ela olhou para cima, mas continuava impossível ver através da água do outro lado do vidro.
- Mas um dia vamos para fora, de novo. Você vai saber o que é o céu... – Rita.
- Eu já sei o que é o céu! – Simon.
- Vou poder ver as estrelas... E talvez tenha um cachorro, ou um gato... Ramster, pato, canário... Sei lá! O que gostaria de ter?
- Este lugar para sempre...
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Episódio 7
MANHÃ SEXTA-FEIRA
Leila finalmente conseguiu descansar. Marta havia passado a noite em claro cuidando dela e cansada preparou o café da manhã.
- Como ela está? – Laércio.
- Melhor. Colocou tudo pra fora, nem quero imaginar o que... – Marta.
- Terão umas surpresas com os relatórios desta semana...
- Sim, mas... Não quero que Leila ou Gabriel, ou Bernardo, sejam afastados de nós.
- Somos quase uma família, não é?
- Não, não somos uma família. Mas não deixamos de ser.
- Bom dia! – Bernardo.
- Bom dia, meu bem. – Marta.
- Pronto para a escola? Hoje é dia de brinquedo! – Laércio.
- Vou levar Feio. – Bernardo.
- O Feio? Você já o tem há dois anos. Está na hora de jogá-lo fora. Eu o fiz e ele é muito, muito, feio. – Marta.
- Por isto tem este nome. – Laércio.
- Ótimo. Ao que parece chegou atrasado inclusive na sexta-feira. – Gabriel.
- Se já está pronto podemos sair agora. Levo você e volto para buscar os menores.
- E Leila?
- Ela não vai hoje. Não se sente bem. – marta.
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Episódio 6
NOITE QUINTA-FEIRA
Ana continuou a observar a criança através do vidro da sala de monitoria. Teodoro entrou, após duas horas de sono e conferiu os painéis. Notou o menino sem a máscara de oxigênio, respirando pela boca com algum esforço que conseguia graças à oxigenação que de algum modo era adequada.
- Dra. Ana, fiz as pesquisas que pediu. – Rebeca.
A doutora pegou a prancheta de folhas impressas. Tanto dados técnicos quanto impressos de jornais.
- Pesquisas? – Teodoro.
Ana afastou-se folheando a informação que tinha em mãos.
- “Mortandade de Peixes – Sem Motivos Aparente. Denúncia de Pesquisas no Mar dos Gerânios – Pesquisas Militares...” – dra. Ana.
Ela parou de ler em voz alta ao notar a atenção de Teodoro e afastou-se um pouco
- Aquela área marítima é militar? – Teodoro.
- Não há registros quanto a isso. – dra. Ana.
- Então é ultra-secreta? Uma zona militar ultra-secreta... Bem aqui em...
- Cale-se.
Ela voltou-se às suas folhas quando o telefone tocou.
- Dra. Ana, para você. Parece importante. – Rebeca.
Ana atendeu e no começo pareceu surpresa. Depois apenas respondia direta e objetivamente. Desligou após passado outro lado da linha, quem havia comandado a ligação.
- Tadeu, Gisele e Rui. Quero-os fora daqui, agora! Arrumem tudo e vão. Não quero nada que me lembre vocês. – dra. Ana.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Episódio 5
TARDE QUINTA-FEIRA
- Lembre-se do que conversamos. Nada de deixar sua... Marta preocupada. Se tornar a desaparecer nós teremos que avisar o Juizado de Menores imediatamente e não poderá viver conosco. – Laércio.
Gabriel desligou o telefone sabendo que nada mais escutaria e porque já estava cansado daquela conversa. Recostou-se no sofá com o fichário nas coxas dando continuidade à sua tarefa de escola. Leila, sentada de mesmo modo no outro braço do sofá deixava o material escorregar ao adormecer. Ele cutucou-a com o pé.
- O que é? – Leila.
- Não terminou sua lição ainda? – Gabriel.
- Cuida da sua vida.
Gabriel juntou seu material e foi terminar a tarefa na cozinha. Não importava-se com o modo como era tratado, não por ela.
- Leila, pode me ajudar? – Bernardo.
- O que é pirralho? – Leila.
- O que vem depois do O de ovo?
- P de Pluto.
- Obrigado!
Ele voltou a concentrar-se enquanto Tereza rabiscava em sua cadeirinha e Gabriel olhou para Leila, não demoraria muito para ela voltar a adormecer. Marta entrou na cozinha falando ao telefone, aprecia animada.
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Episódio 4
MANHÃ QUINTA-FEIRA
- Dra. Ana, não vai acreditar! – Teodoro.
Ela levantou-se da cama e foi apressada atrás de Teodoro. Alcançando-o ele começou a explicar.
- O garoto começa a reagir. Está febril agora, sem medicações mais fortes. Ele havia melhorado com a redução do oxigênio e autorizei que diminuíssem mais. – Teodoro.
- Sem me informar! – Ana.
- Desculpe, dra. Ana. A sua idéia, antes, foi brilhante. Por algum motivo o organismo do garoto não absorve tanto oxigênio, e age incrivelmente bem com o pouco que é fornecido a ele.
Chegando a sala de monitoração Ana foi diretamente ao painel para verificar com os próprios olhos o que escutava.
- Dra. Ana, as respostas vêm sendo positivas! – Rebeca.
Ana acionou os comandos no painel, verificando cada informação com cuidado. Colocou os óculos e digitou com maior velocidade.
- Isto não pode... Quem é este garoto? – Ana.
Ela levantou-se para ver através do vidro o garoto deitado com a máscara de oxigênio, ainda que pouco do gás saísse para seus pulmões.
As crianças pareciam brincar, mas o jogo era, principalmente, para a garota. Ela provocava o menor que insistia em se esquivar sem tentar algum ataque.
- O mundo não é seu brinquedo, Simon, é brinquedo dele mesmo. – Rita.
- O que? – Simon.
Simon foi jogado ao chão, mas levantou-se logo, surpreso.
- Chamo este golpe de Tsunami Lua Cheia. – Rita.
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Episódio Três
NOITE QUARTA-FEIRA
- Estou com fome. – Bernardo.
- Já vou servir o jantar. – Marta.
Laércio saiu do corredor com os cabelos molhados e foi até a cozinha, dando um beijo na esposa e olhando Tereza.
- Já vai servir? Estão todos à mesa? – Laércio.
- Gabriel ainda não chegou. – Marta.
- Onde ele foi?
- Disse que tinha trabalho de escola, na casa de um colega.
- Ligou para o colega?
- Não há trabalho algum.
Marta suspirou preocupada, soltando a panela.
- Como vamos ajudá-lo se ele some? Não dá notícias e... Estamos aqui por um motivo! – Marta.
- Gabriel está bem e vai aparecer, como nas outras vezes. Vamos jantar e quando ele voltar u converso com ele. – Laércio.
Marta serviu à mesa, mas comia pouco se comparada aos outros, inclusive Tereza. Bernardo terminou de comer e foi buscar a agenda da escola. O mais próximo da porta teve autorização de Laércio para atendê-la.
- Boa noite. – Pedro.
- Boa noite. – Bernardo.
A visita àquela hora da noite era dois policiais e Gabriel diante deles. Vendo-os à porta Laércio baixou o copo e levantou-se seguido por Marta.
- Leila, leve as crianças para cima. – Laércio.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Episódio Dois
TARDE – QUARTA-FEIRA
- Sem melhoras. Na verdade ele está se esforçando demais para respirar. – Teodoro.
- Aumentou o oxigênio? – Ana.
- Sim. Os tecidos do pulmão começaram a sentir o efeito do oxigênio concentrado.
Ana pareceu surpresa.
- Aumentou tanto assim? – Ana.
- Sim, e causa piora. Há taquicardia, e ele resiste. Mais cedo ele não estava tão mal. – Teodoro.
- Reduza o oxigênio novamente.
- O que?
- De qualquer modo o oxigênio está prejudicando os tecidos dos órgãos internos. Morrerá de modo ou outro. Diminua a concentração de oxigênio imediatamente.
Em menos de uma hora os batimentos cardíacos reduziram ainda que não normalizado, e a adrenalina diminuiu no sangue. O que se apresentava era febre e consequentemente desidratação.
- Esta febre não pode aumentar. – Teodoro.
- Eu sei. Vamos mantê-lo hidratado a qualquer custo. Parece perder muito líquido com esta febre. – Ana.
- E depois?
- Vamos continuar com exames. Porém, de agora em diante, investigativos.
- O que quer dizer?
- Não tenho esperanças de que possamos salvar este garoto, mas podemos descobrir o que o trouxe a este ponto. De agora em diante os exames serão investigativos.
Teodoro não questionou, era seu subordinado.
