quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Episódio 10

MANHÃ SÁBADO


- Passaram um dia aqui, e como podem ver, não há absolutamente nada de errado com este garoto. – dra. Ana.
- Ainda falta realizar algum tipo de exame? – Anderson.
- Todos os tipos de exames fora feitos. Provavelmente não passa de um morador local vítima do... Do que quer que tenha ocorrido no local.
- O que aça que ocorreu no local, dra. Ana. – Alfredo.
- Um atentado terrorista, talvez. Mas o local é um nada, apenas um vilarejo... Talvez estivessem preparando explosivos, ou testando-os... Alguma conclusão da investigação?
O homem desviou-se voltando a atenção ao garoto.
- Ainda estamos investigando. Então o garoto está bem? – Alfredo.
- Sim. Está apenas dormindo. Provavelmente por causa do choque... – dra. Ana.
- Isto é bom. Faça-o melhora depressa. Pode ser o único sobrevivente, e o único a poder dar uma explicação quanto ao que aconteceu. – Anderson.
- Vamos indo agora. Avise se houver notícias positivas do garoto. – Alfredo.
Após um dia ou dois homens finalmente saíram. Teodoro pegou seu telefone sobre a mesa. Todas as ligações que havia recebido foram monitoradas e os homens mexeram em todos os documentos originais, felizmente bem camuflados pela doutora antes que chegassem.
- Quem eram eles? – Teodoro.
- Investigadores. – dra. Ana.
- Pode ser mais precisa?
- Investigadores, provavelmente das forças armadas. O garoto não está seguro aqui.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Episódio 9

NOITE SEXTA-FEIRA

- Acha mesmo que vai sair esta noite? – Gabriel.
- Por que não? Hoje é sexta-feira, não tem aula amanhã... Se for bonzinho até te levo. O que acha? É do outro lado da cidade. – Leila.
Ela olhou-o com seus grandes olhos verdes. Os fios pretos ao lado do rosto.
- Não vão te deixar sair. – Gabriel.
- Não peço permissão... Você quer ou não, afinal? – Leila.
- Nós não vamos a lugar algum.
Ele foi para a porta e de salta Leila segurou-lhe o pulso.
- Fala sério, é só uma festa! Hoje é o primeiro dia do final de semana! Se não quer ir pelo menos não estraga a minha noite. Não conta para eles... – Leila.
- Você não vai sair neste final de semana. Não depois de ontem. – Gabriel.
Ela endireitou o corpo sem acreditar em quem lhe dava ordem.
- Não venha me dizer o que fazer. – Leila.
Gabriel pegou o vestido na cama e saiu trancando-a no quarto. Ela bateu de leve na porta.
- Sei que está aí Gabriel. Se não me devolver este vestido e abrir esta porta você vai se arrepender. – Leila.
- Você vai se arrepender se sair. Por isso não vou deixar que saia. – Gabriel.
- Quem acha que é para ficar mandando em mim? Abra a porta Gabriel!
- Vai acordar Tereza e Bernardo. E Laércio e Marta estão na sala.