NOITE DOMINGO
A posição incomoda do pescoço o acordou e o fez virar a cabeça de um lado ao outro. Na janela Laércio o viu e se aproximou levemente sorrindo.
- Como se sente? – Laércio.
Gabriel suspirou ao olhar ao redor.
- Ainda estou aqui... – Gabriel.
- O doutor ia lhe dar alta, mas tornou a perder a consciência. Ele achou melhor você ficar em observação. Voltamos para casa amanhã. – Laércio.
O garoto afundou a cabeça no travesseiro e Laércio voltou a falar, ainda mais baixo.
- Falei à Marta apenas que o médico decidiu mantê-lo em observação, e não que você perdeu a consciência. Ela está muito preocupada e acabaria vindo até... – Laércio.
- Eu não digo a ela. – Gabriel.
- Obrigado. Esta com fome? Quer alguma coisa? Como se sente?
- Ótimo.
Gabriel voltou a fechar os olhos ainda tentando se recordar se havia ou não escutado Leila chamando-o.
- À que horas sairei daqui amanhã? – Gabriel.
- Ainda não há previsão, mas é provável que não vá à escola amanhã ou depois. – Laércio.
- Saco.
- Pensei que não gostasse de escola...
- Melhor do que ficar em casa.
- Bem, aproveite e descanse.
Laércio sorriu.
