quinta-feira, 20 de maio de 2010

Episódio Dois

TARDE – QUARTA-FEIRA

- Sem melhoras. Na verdade ele está se esforçando demais para respirar. – Teodoro.

- Aumentou o oxigênio? – Ana.

- Sim. Os tecidos do pulmão começaram a sentir o efeito do oxigênio concentrado.

Ana pareceu surpresa.

- Aumentou tanto assim? – Ana.

- Sim, e causa piora. Há taquicardia, e ele resiste. Mais cedo ele não estava tão mal. – Teodoro.

- Reduza o oxigênio novamente.

- O que?

- De qualquer modo o oxigênio está prejudicando os tecidos dos órgãos internos. Morrerá de modo ou outro. Diminua a concentração de oxigênio imediatamente.

Em menos de uma hora os batimentos cardíacos reduziram ainda que não normalizado, e a adrenalina diminuiu no sangue. O que se apresentava era febre e consequentemente desidratação.

- Esta febre não pode aumentar. – Teodoro.

- Eu sei. Vamos mantê-lo hidratado a qualquer custo. Parece perder muito líquido com esta febre. – Ana.

- E depois?

- Vamos continuar com exames. Porém, de agora em diante, investigativos.

- O que quer dizer?

- Não tenho esperanças de que possamos salvar este garoto, mas podemos descobrir o que o trouxe a este ponto. De agora em diante os exames serão investigativos.

Teodoro não questionou, era seu subordinado.

domingo, 16 de maio de 2010

Episódio Um

MANHÃ – QUARTA-FEIRA

- Laila, hora de levantar ou perderá a escola! – Marta.

Ela aguardou um momento sem ouvir resposta e viu o marido aproximar-se com Gabriel e Bernardo para o café da manhã.

- Ela não levantou ainda? – Laércio.

- Não. Deve ter saído novamente esta noite, sem notarmos. – Marta.

- Tudo bem, eu cuido disso. Leve os meninos para tomar o café.

Ela seguiu, com os meninos, até a cozinha. Bernardo estava empolgado como sempre. Gostava da escola. Para Gabriel não havia diferença. Laércio bateu à porta de Laila com mais firmeza.

- Hora de levantar, Laila! Você vai para a escola querendo ou não e tem 15 minutos para isto! Eu não vou deixá-la perder o ensino médio por faltas! 14 minutos agora! – Laércio.

Ele escutou ruídos na cama e resmungos.

- Você não pode me deixar em paz? – Laila.

- Não até que esteja dentro da sala de aula. Agora se apresse, ou eu a levarei do modo como estiver. – Laércio.

Ele voltou para a cozinha e viu a esposa e Bernardo darem comida a única filha legítima do casal.

- Ela levantou? – Marta.

- Estará aqui em breve. – Laércio.

- Ótimo. Vou me atrasar novamente. – Gabriel.