TARDE DOMINGO
As pessoas caiam ao redor no momento em que sentiam a pressão me suas cabeças.
- O que está acontecendo, pai? – Simon.
- Vai ficar tudo bem. – Rui.
- Mamãe! – Rita.
No teto do vidro surgiam rachaduras.
- Não vai demorar muito. Rita segure Simon. – Sônia.
A garota fez o que lhe foi pedido em tom de urgência, segurando Simon pelos pulsos. Rui começou a mover as mãos. A água começava a invadir o local e o homem começou a moldá-la em volta dos filhos.
- O que eles vão fazer? – Simon.
- Eu não sei, mas ficaremos bem. – Rita.
- Dra. Ana, o nariz dele está sangrando. – Teodoro.
- Sônia, as botas! – Rui.
A água jorrou para o interior da abóbada e o casal não foi arrastado graças aos calçados magnetizados que os prenderam ao chão. As crianças não se molharam, estavam dentro de uma bolha de ar.
- Pai! Mãe! – Simon.
- Eles ficarão bem. Vê? Conseguem ficar sem respirar por bastante tempo. E também absorver 24% de oxigênio da água. – Rita.
Embora sorrisse a garota estava nervosa.
Sônia moveu os braços ao redor do corpo e juntou-os, mudando o movimento da água e tirando a bolha do chão.
- O que estão fazendo? – Simon.
