NOITE QUINTA-FEIRA
Ana continuou a observar a criança através do vidro da sala de monitoria. Teodoro entrou, após duas horas de sono e conferiu os painéis. Notou o menino sem a máscara de oxigênio, respirando pela boca com algum esforço que conseguia graças à oxigenação que de algum modo era adequada.
- Dra. Ana, fiz as pesquisas que pediu. – Rebeca.
A doutora pegou a prancheta de folhas impressas. Tanto dados técnicos quanto impressos de jornais.
- Pesquisas? – Teodoro.
Ana afastou-se folheando a informação que tinha em mãos.
- “Mortandade de Peixes – Sem Motivos Aparente. Denúncia de Pesquisas no Mar dos Gerânios – Pesquisas Militares...” – dra. Ana.
Ela parou de ler em voz alta ao notar a atenção de Teodoro e afastou-se um pouco
- Aquela área marítima é militar? – Teodoro.
- Não há registros quanto a isso. – dra. Ana.
- Então é ultra-secreta? Uma zona militar ultra-secreta... Bem aqui em...
- Cale-se.
Ela voltou-se às suas folhas quando o telefone tocou.
- Dra. Ana, para você. Parece importante. – Rebeca.
Ana atendeu e no começo pareceu surpresa. Depois apenas respondia direta e objetivamente. Desligou após passado outro lado da linha, quem havia comandado a ligação.
- Tadeu, Gisele e Rui. Quero-os fora daqui, agora! Arrumem tudo e vão. Não quero nada que me lembre vocês. – dra. Ana.

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