quarta-feira, 28 de abril de 2010

Prefácio

NOITE - TERÇA-FEIRA Ao abrir os olhos o menino estava no oceano. Um barulho forte denunciou a proximidade de uma lancha em sua direção. Vozes questionavam se estaria bem e Simon responderia sim, se soubesse o que acontecia. A tábua onde boiava mexia-se com o vento e ele sentiu a pele arrepiar-se, estava frio. Alcançado foi içado para a embarcação e enrolado em um cobertor. Apenas assim notou que seus lábios tremiam. - Hipotermia! Vamos levá-lo ao hospital, rápido! - Teodoro. - Pode me ouvir? Meu nome é Ana. Somos médicos. Você está ferido? a voz da mulher era suave e Simon queria escutá-la mais, porém adormeceu... Levaram-no para a margem, onde um helicóptero vermelho o aguardava. Simon foi imobilizado em uma maca, coberto por algo prateado e usaram de uma máscara em seu rosto para oxigenar seu sangue. O helicóptero fez a volta e mais uma vez os tripulantes viam a destruição das frágeis casas de madeira junto à praia. - O que pode ter acontecido aqui? O que matou todas estas pessoas e deixou este menino para trás? - Ana.