sábado, 25 de setembro de 2010

Episódio 12

NOITE SÁBADO


Simon e Rita estavam no andar mais alto da cúpula. A menina riu da barriga das baleias que passavam. Não se acostumava com elas. Não eram gordas, apenas grandes...
- De que está rindo?
- Lembro de quando tinha a sua idade, e estudava em um colégio comum.
- O que tem de engraçado?
- Eu era gorda, e me chamavam de baleia.
- Xingavam você?
- Não. As baleias são grandes seres. Inteligentes e fiéis. Orças são perfeitas para...
Apoiaram-se no vidro quando a base tremeu. As pessoas ao redor, também surpresas, olhavam-se. Alarmes soaram com voz de comando nos alto falantes.
- Rita, o que foi isso?
- Eu não sei. Venha!
Ela pegou a mão do menino e desceram correndo um lance de escadas. Rita verificou o fosso do elevador, havia água nele. A voz nos alto falantes continuava a pedir que se encaminhassem às naves de escape.
- Rita o que está acontecendo?
- Simon! Rita!
O homem abraçou o caçula.
- Por aqui. Rápido. – Sônia.
- A pressão deles está caindo muito rápido! – Teodoro.
- O quê! – dra. Ana.
- Você ouviu doutora. Não devíamos tê-lo tirado do outro prédio estando tão frágil.

domingo, 5 de setembro de 2010

Episódio 11

TARDE SÁBADO


Gabriel correu ao peitoril de acesso às embarcações e vomitou no mar. Laércio alcançou-o logo e Leila desviou. Marta avançou até a sombra com Tereza nos braços e Bernardo aos seus calcanhares.
- Como está? – Laércio.
- O que acha? – Gabriel.
- Desculpe. Não sabíamos que enjoava em alto mar.
Os golfos recomeçaram como se houvesse muito mais a ser expulso de seu estômago.
- Certo. Você escolhe o passeio do próximo final de semana. – Laércio.
- Odeio passeios. – Gabriel.
- Certo. Faremos um churrasco em casa.
- Eu não...
Gabriel voltou a curvar-se e quando acabou abraçou os braços, estava pálido. Laércio acenou para Marta.
- Querida, vamos voltar! Você não está nada bem, Gabriel. – Laércio.
O garoto caminhou sentindo frio no dia ensolarado e sentou-se à mesa do quiosque.
- O que houve? – Marta.
- Ele não se dá bem com o mar. Está mal de verdade. Acho que precisa de um médico. – Laércio.
- Gabriel. Gabriel acorda. – Bernardo.
- Gabriel! – Leila.
- Eu vou buscar o carro. – Laércio.
Marta colocou Tereza nos braços de Leila, independente da cara que a jovem fez, e tentou despertar garoto.
- Gabriel. Gabriel, querido, acorde. – Marta.