sexta-feira, 11 de junho de 2010

Episódio 4

MANHÃ QUINTA-FEIRA

- Dra. Ana, não vai acreditar! – Teodoro.

Ela levantou-se da cama e foi apressada atrás de Teodoro. Alcançando-o ele começou a explicar.

- O garoto começa a reagir. Está febril agora, sem medicações mais fortes. Ele havia melhorado com a redução do oxigênio e autorizei que diminuíssem mais. – Teodoro.

- Sem me informar! – Ana.

- Desculpe, dra. Ana. A sua idéia, antes, foi brilhante. Por algum motivo o organismo do garoto não absorve tanto oxigênio, e age incrivelmente bem com o pouco que é fornecido a ele.

Chegando a sala de monitoração Ana foi diretamente ao painel para verificar com os próprios olhos o que escutava.

- Dra. Ana, as respostas vêm sendo positivas! – Rebeca.

Ana acionou os comandos no painel, verificando cada informação com cuidado. Colocou os óculos e digitou com maior velocidade.

- Isto não pode... Quem é este garoto? – Ana.

Ela levantou-se para ver através do vidro o garoto deitado com a máscara de oxigênio, ainda que pouco do gás saísse para seus pulmões.

As crianças pareciam brincar, mas o jogo era, principalmente, para a garota. Ela provocava o menor que insistia em se esquivar sem tentar algum ataque.

- O mundo não é seu brinquedo, Simon, é brinquedo dele mesmo. – Rita.

- O que? – Simon.

Simon foi jogado ao chão, mas levantou-se logo, surpreso.

- Chamo este golpe de Tsunami Lua Cheia. – Rita.

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